segunda-feira, 12 de março de 2012

Via Sacra - Sexta Estação

Jesus cai sob o peso da cruz


          
"Jesus cai sob o peso da cruz várias vezes no caminho para o Calvário"  (Tradução da Igreja de Jerusalém)

A Sagrada Escritura não faz referência às quedas de Jesus, mas é lógico que perdeu o equilíbrio muitas vezes. As feridas cheias sangue provocadas pelas chicotadas, as dores musculares insuportáveis, a tortura da coroa de espinhos, o peso da cruz…, não há palavras para descrever a dor que Cristo deve ter sentido! Todos, em algum momentos, já tropeçamos e caímos. Contempla Jesus no chão e todos ao seu redor rindo com sarcasmo e dando alguns pontapés para que se levantasse. Que ridículo, que humilhação! 

Jesus sofre com todos os que tropeçam na vida e caem sem forças, vítimas do álcool, das drogas e de outros vícios que os fazem escravos, para que, apoiados n’Ele, e nos que lhes prestam auxilio, se levantem.
adaptado de: Via Crucis - JMJ 2011

domingo, 11 de março de 2012

3º Domingo da Quaresma

"... não façais da casa do meu Pai, casa de comércio" Jo 2, 13-25

Sem diplomacias nem paninhos quentes! Jesus está profundamente apaixonados por Deus, a quem chama "Pai" e pelo seu sonho de amor e vida abundante para toda a humanidade.
Usa toda a sua energia, paciência e criatividade para propor o Reino a quem encontra. Mas não tolera que a imagem de Deus seja distorcida. O Deus que é amor não pode ser transformado numa mercadoria. Jesus perde a paciência quando destroem a possibilidade de encontrar o Deus verdadeiro. Que é dom, oferta e não rito mecânico que se compra.


Purifica, Senhor Deus, a imagem que faço de Ti.
É forte a tentação de Te imaginar 
em função dos meus interesses.
Abre o meu coração à tua novidade, às tuas surpresas!

in "Rezar na Quaresma - Ano B" Edições Salesianas

quinta-feira, 8 de março de 2012

Via Sacra - Quinta Estação

Jesus carrega a sua cruz

          
"Depois de troçarem dele, tiraram-lhe a capa vermelha e tornaram a pôr-lhe a sua roupa. Por fim, levaram Jesus dali para o crucificarem."  Mt 15, 20

E, carregando ele próprio a cruz, saiu em direcção a um lugar chamado Caveira, que em língua hebraica se diz Gólgota."  Jo 19, 17

Cruz não significa apenas madeiro. Cruz é tudo o que dificulta a vida. A cruz mais profunda e dolorosa está enraizada no interior dos homens; é o pecado que endurece o coração e perverte as relações humanas. «Porque do coração é que vêm os maus pensamentos que levam a matar, a cometer adultério, a viver em devassidão, a roubar, a jurar falso e a injuriar a Deus.» (Mt 15, 19). A cruz que foi carregada por Jesus sobre os seus ombros é a de todos os pecados da Humanidade. Jesus morre para reconciliar os homens com Deus. Por isso a cruz é redentora. 

Cristo faz seu o cansaço, o esgotamento e o desespero dos que não encontram trabalho, assim como dos imigrantes que recebem ofertas de trabalho indignas ou desumanas, que sofrem atitudes racistas ou morrem no esforço de conseguirem uma vida mais justa e digna.
adaptado de: Via Crucis - JMJ 2011

segunda-feira, 5 de março de 2012

Via Sacra - Quarta Estação

Jesus é condenado à morte

          
"É réu de morte!"  Jo 26, 66
Por fim, Pilatos entregou-lhes Jesus para ser crucificado."  Jo 19, 16

A maior injustiça é condenar um inocente indefeso. E, um dia, mal julgado é condenado à morte. Porque condenaram Jesus? Porque Jesus fez sua toda a dor do mundo. Ao encarnar, assumiu a nossa humanidade e, com ela, as feridas do pecado. «Carregou com o crime deles»(Is 53, 11), para nos salvar no sacrifício da Cruz. «Como alguém cheio de dores, habituado ao sofrimento» (Is 53, 3), entregou a sua vida à morte (Is 53, 12).
O que mais impressiona é o silêncio de Jesus. Não se desculpa, «é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1, 29), foi açoitado e sacrificado. Calou-se e não abriu a boca (Is 53, 7).

No silêncio de Deus, estão presentes todas as vítimas inocentes das guerras que destroem os povos e alimentam ódios difíceis de curar. Jesus permanece em silencio no coração de muitas pessoas que, em silêncio, esperam a salvação de Deus.
adaptado de: Via Crucis - JMJ 2011

domingo, 4 de março de 2012

2º Domingo da Quaresma

"Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar isolado" Mc 9, 2-10

Quando Jesus quer falar contigo, chama-te à parte; ele pede toda a tua atenção. Sem distracções, tu ficas capaz de perceber toda a sua beleza.
Claro que podes encontrar-te com Jesus em qualquer lugar. Mas os encontros importantes, aqueles que são intensamente desejados, pedem um lugar isolado. Para estares tu e Jeusus.




Leva-me ConTigo, Jesus, para um lugar calmo.
Onde os meus olhos possam ver os teus olhos.
E quando descer do monte, os meus olhos serão capazes de Te reconhecer nos meus irmãos!

in "Rezar na Quaresma - Ano B" Edições Salesianas

quinta-feira, 1 de março de 2012

Via Sacra - Terceira Estação

Negação de Pedro



"«Darias a vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: não cantará o galo, antes de me teres negado três vezes!»Jo 13, 38
            
E, vindo para fora, chorou amargamente."       Lc 22, 62


Um cristão tem que ser forte. E ser forte não é não ter medos, mas saber vence-los.

O cristão forte não se esconde por vergonha de manifestar em público a sua fé. Jesus avisou Pedro: «Simão! Simão, olha que Satanás pediu para vos joeirar como trigo, mas eu roguei por ti» (Lc 22, 31). «Eu te digo, Pedro: o galo não cantará hoje sem que, por três vezes, tenhas negado conhecer-me.» (Lc 22, 34). E o apóstolo, por temer,  negou-o dizendo: «Não o conheço» (Lc 22, 57). Jesus, ao passar por Pedro num dos pátios, olha-o…, ele estremece recordando as suas palavras…, e chora com amargura a sua traição. O olhar de Deus muda o coração, mas temos de nos deixar ser cativados.

Com a negação de Pedro, o Senhor põem os seus olhos nos cristãos que se envergonham da sua fé, que não têm coragem de defender a vida desde o seu inicio, até ao seu final natural. O Senhor olha-nos para que, como Pedro, tenham a coragem e a convicção para testemunhar aquilo em que acreditamos.
adaptado de: Via Crucis - JMJ 2011

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Via Sacra - Segunda estação

O beijo de Judas





"«É aquele a quem Eu der o bocado de pão ensopado.» E molhando o bocado de pão, deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes."      Jo 13, 26
                                    

“Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: «Salve, Mestre!» E beijou-o. Jesus respondeu-lhe: «Amigo, a que vieste?»"       Mt 26, 49-50



A passagem transmite-nos um mistério sagrado. Cristo está sereno, pensativo, a sofrer. Tinha dito: «Tenho ardentemente desejado comer esta Páscoa convosco, antes de padecer» (Lc 22, 15). E agora, deixa escapar os seus sentimentos mais profundos: «Em verdade, em verdade vos digo que um de vós me há-de entregar!» (Jo 13, 21).

Jesus olha Judas de frente e ele desvia o olhar. Chama a atenção oferecendo-lhe pão e diz: «O que tens a fazer fá-lo depressa» (Jo 13, 27). Judas sai destroçado  para depois entregar  Jesus com um beijo. Cristo, ao sentir o frio do beijo traidor, sem recriminações, diz: Amigo.

Se estás a sentir o frio da traição, ou o terrível sofrimento provocado pela divisão entre os irmão, recorre a Jesus, que, no beijo de Judas, fez suas as dolorosas traições dos homens.
adaptado de: Via Crucis - JMJ 2011